A Morte Te Dá Parabéns (2017)

Terror, Mistério, Suspense | 96 min
Avaliação:
4/10
4

História do filme

Tree (Jessica Rothe) é uma jovem estudante que trata mal os meninos, desdenha das amigas e não parece estar muito disposta a atender as ligações do pai no dia do aniversário dela. No fim do mesmo dia, no entanto, ela é brutalmente assassinada por um mascarado. Acontece que ela “sobrevive”, ou melhor, acorda no mesmo e fatídico dia, numa espécie de looping macabro, que termina sempre com a morte da garota. Repetir, seguidamente, o mesmo dia, por outro lado, dá a Tree a chance de investigar quem a está querendo morta e o porquê.

Crítica

Voltar no tempo é um sonho que talvez quase todos tenham desejado. Por isso esse é um tema tão explorado pelo cinema. Em Questão de Tempo (Richard Curtis, 2013), Tim viaja diversas vezes ao passado a fim de melhorar seu presente, porém ele conclui que apreciar cada dia como se fosse único é melhor do que regressar neles. O terror A Morte Te Dá Parabéns segue uma filosofia similar com a máxima “começa hoje o primeiro dia do resto de sua vida”. O filme conta a história de Tree, uma universitária arrogante que entra em um ciclo de ser assassinada e retornar à vida com o objetivo de descobrir seu assassino. Para o espectador que for ao cinema com a expectativa de ver algo parecido com Efeito Borboleta (Eric Bress & J. Gruber, 2004) a decepção é inevitável. Mesmo se qualificando como terror, o filme está mais para a dispensável comédia Nu (Michael Tiddes, 2017), pelo tom que ambos adotam.

Seu tom inicial é sombrio. Todos os clichês de terror adolescente estão presentes. Porém, à medida que a história caminha, a personagem faz uma piada, então temos uma cena cômica, novamente outra piada, o ritmo do filme muda, o humor vai se tornando cada vez mais crescente e de repente ele se transformou em uma comédia. A partir daí, qualquer tentativa de assustar passa a ser ineficaz. Não que terror e comédia não possam conviver bem. Uma Noite Alucinante 2 (Sam Raimi, 1987) é um exemplo disso. Mas A Morte Te Dá Parabéns, se aproxima mais de A Noiva de Chucky (Ronny Yu, 1998) do que do cult de Sam Raimi.

Pior do que a mudança de gênero, somente a inabilidade da história em convencer o espectador dos fatos. Soluções óbvias como ir à polícia para pedir ajuda ou andar armada são descartadas pela protagonista. Toda vez que acorda, independente do tempo que Tree passe dentro do quarto, os acontecimentos externos são sempre os mesmos: um rapaz olha para ela, uma menina pede assinatura em um abaixo assinado, um alarme de carro toca, um irrigador liga, um rapaz caí no chão. Tudo é muito providencial, é como se os eventos esperassem ela sair do prédio para acontecerem. Em outro momento, quando um carro acerta outro (e atropela um policial em uma velocidade incrível) é possível ver o veículo intacto no plano seguinte. Pior, por obra do destino, este acidente “cria” uma trilha de gasolina entre os dois automóveis, permitindo que mais uma morte ocorra em “grande estilo”. É possível citar muitos erros que somados impedem a imersão do espectador naquele universo, pois cada falha faz lembrar que aquilo é apenas um filme.

Não há muito que dizer sobre A Morte Te Dá Parabéns, pelo menos, não coisas boas. Nem para assustar ele serve. Até mesmo sua tentativa de utilizar o dispositivo de McGuffin para surpreender é ofuscada por um final inacreditavelmente ruim e sem sentido. Mas fica a dica para o diretor Christopher Landon em seu próximo filme: “começa hoje o primeiro dia do resto de sua vida”.

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Trailer: A Morte Te Dá Parabéns

Terror, Mistério, Suspense

Avaliações ( 1 )

  • Isabela Dias 23 / 10 / 2017 Resposta

    Eu gostei! achei o filme diferente dos outros que sempre temos! Achei divertido e peguei sustos sim! Essas críticas são muito chatas! Até parece que esse povo que critica ia conseguir fazer um filme que todo mundo gosta.

    • Henrique Nunes 16 / 10 / 2017 Resposta

      Não há muito que dizer sobre A Morte Te Dá Parabéns, pelo menos, não coisas boas. Nem para assustar ele serve. Até mesmo sua tentativa de utilizar o dispositivo de McGuffin para surpreender é ofuscada por um final inacreditavelmente ruim e sem sentido. Mas fica a dica para o diretor Christopher Landon em seu próximo filme: “começa hoje o primeiro dia do resto de sua vida”.

      4 / 10

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