Darren Aronofsky é um diretor, roteirista e produtor nascido no Brooklyn. Seu interesse pela produção de filmes começou na infância, período em que frequentou espetáculos peças teatrais na Broadway.

Entre 1985 e 1986, Darren estudou biologia de campo, no Quênia e no Alasca. De acordo com ele, esta aproximação com a natureza mudou sua visão em relação ao mundo. Seus estudos sobre esses ambientes permitiram que,  via metodologia científica, ele soubesse como testar hipóteses a fim de obter resultados, habilidade que influenciou seus trabalhos ao longo do tempo. Nos anos seguintes, ele estudou live action e animação na Universidade de Harvard e em 1994 estudou direção de filmes no American Filme Institute.

Os controversos filmes de Darren lidam com temas sombrios e violentos. Ele aborda questões como procura por felicidade, obsessão por fama, sobrecarga de responsabilidades, saudade e amor.

Seu primeiro filme de 1997, um suspense psicológico, chama-se PI e foi dirigido e escrito por ele. Com um baixo orçamento de $60.000, ele foi vendido para a Artisian Entertainment por um milhão de dólares. PI conquistou diversos prêmios, dentre eles o Director’s Award e o prêmio de melhor primeiro roteiro do Spirit Award.

Seu próximo filme, Réquiem para Um Sonho, de 2000, foi muito bem recebido pela crítica especializada e rendeu uma premiação em Cannes, cinco indicações ao Independent Award e uma nomeação ao Oscar de melhor atriz para veterana Ellen Burstyn.

Seus dois primeiros trabalhos ficaram conhecidos pelo baixo orçamento e pela decisão artística de utilizar diversos cortes de edição através de uma técnica conhecida como Montagem Hip Hop. O argumento de Darren para usar esse tipo de edição era porque lembrava o tempo em que ele viveu no Brooklin na década de 80. Enquanto um filme normal de 100 minutos continha 600 cortes, os de Darren tinham mais de 2000. Esta técnica permitiu a representação do estado mental dos personagens nos filmes.

Darren ficaria conhecido como um diretor habilidoso em representar o que se passava na cabeça de seus personagens. Seu estilo singular utilizava técnicas como divisão de tela, close-ups, prender a câmera nos atores, longas tomadas e lapsos temporais. Seus filmes ficaram marcados por intercalar close-ups extremos com filmagens distantes, causando a sensação de isolamento de um personagem.

Após recusar a direção de um filme da série Batman, Darren começou seu terceiro filme chamado Fonte da Vida, estrelado por Hugh Jackman e sua ex-noiva, mãe de seu filho, Rachel Weisz. Neste filme, Darren queria, assim como em Matrix, revitalizar o gênero de ficção científica, explorar novos horizontes. A Fonte da Vida evitou a utilização de computação gráfica para criar seus efeitos. O filme não teve tanto sucesso quanto seus antecessores, mas se tornou um cult, com alguns seguidores.

O quarto filme de Darren foi o drama esportivo O Lutador, que recebeu as indicações de melhor ator (Mickey Rourke) e melhor atriz (Marisa Tomei). Seu quinto filme, O Cisne Negro, também foi muito bem recebido e recebeu 5 indicações ao Oscar, levando o prêmio de melhor atriz (Natalie Portman). Diferente dos primeiros filmes, esses são mais focados nas atuações e na narrativa. Ambos usam uma filmagem granulada e uma paleta de cores de tons pálidos. Estes filmes partiram de uma ideia que Darren concebeu anos antes, uma história de amor entre uma bailarina e um wrestler. Devido ao nível de complexidade que isso exigiria, Darren prefiriu fazer dois filmes, cada com um desses personagens. O tema de ambos está relacionado ao uso do corpo como expressão.

O sexto filme de Darren foi Noé, o que mais se diferencia dos outros. Ele optou por digitalizar os animais da arca, visto que não seria possível uma solução real e tentou se aproximar ao máximo.

No ano de 2017 Darren irá lançar sua nova obra denominada Mãe!, que estreia dia 21 de Setembro nos cinemas brasileiros. O filme é inspirado no clássico Bebê de Rosemary. Resta saber se Darren tentará inovar novamente ou se seguirá as formulas que lhe renderam seu sucesso até aqui.